Acaba o espetáculo,
pausa para lavar o rosto e se recompor,
logo ali pertinho encontra-se um homem usando uma capa preta e óculos escuros,
não é o neo do matrix,
é um objeto ainda não identificado.
Aproveitando um momento de distração
este objeto não identificado,
me leva em seu cavalo preto,
a 200 por hora,
fomos comer sushi e adentramos em um bar freqüentado pela máfia chinesa.
O sushi servido era de carne humana e o enfeite do prato principal era dentes de tubarão acompanhado por uma bebida facilmente identificável (cerveja).
Depois de comer aquela mistura que causava tontura e deixava os dentes vermelho sangue,
nos lançamos um ao encontro do outro,
como mágica fomos parar no andar de um prédio mal assombrado,
com o teto baixo e alguns corpos pendurados sobre a parede,
a fricção aconteceu,
sem olhos nos olhos,
sem nenhuma poesia a ser dita ou escutada.
E assim aos poucos eu identificava este objeto.
Passou-se sete dias, sete meses, sete anos, sete casas, sete sentidos,
(além dos 5 existentes os outros dois eram segredos secretos, que só me couberam saber).
Pronto estava resolvido,
a imagem deste objeto era feia,
nojenta,
com um aspecto de mendigo.
Ele se aproximou de mim, doente, pedindo ajuda. E eu?
Eu o matei com um celular e um e-mail...
Ao ver, ele desintegrou-se, evaporou,
deixando o ar mais limpo,
a leveza voltou a ser insustentável e o sol saiu vermelho-rosa,
gritando de felicidade ao ver o objeto jogado logo ali no chão
...
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